Sonetos de um tempo em que os sonhos e a magia flutuavam em minhas varandas

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Nem sempre...






Nem sempre os dias são de azul imenso
E nem todas as noites, enluaradas
Há dias tristes, de cinza chumbo, intenso
E noites de trevas, luzes apagadas ...

Nem sempre a brisa recende a incenso
Nem estrelas brilham enfeitiçadas
Há vezes que até o ar se torna denso
E as estrelas, se escondem,  atordoadas...

Os ventos, nem sempre, são alvissareiros
Não conseguem ser, só bons mensageiros
E o sol, nem sempre, o frio da alma, espanta...

Manhãs, as vezes, nascem com nevoeiros
Modificando todos os roteiros
Dos sonhos que o coração, acalanta...
(ania)


.............................


Obrigada poeta Jair por tão lindo e primoroso soneto em interação!!!


Nem sempre...


Pois é, nem sempre nossa vida nos dá trégua
E sequer noites românticas nos oferece
Usemos, pois, os nossos compasso e régua
Para medir e calcular se existe messe.

Nem sempre para todos sopra amena brisa
Nem, no firmamento alguma estrela brilha
Porquanto a natureza de nós não precisa
Cabe-nos escolher a nossa próprias trilha.

Os ventos favoráveis falham, muitas vezes
Visto que ignoram qualquer mais basal desejo
Os ventos não existem pra serem cortezes.

Podemos, portanto, continuar sem pejo
Vivendo todas as horas, dias mais meses
Seguindo como simples manada, o cortejo.
(JAIRCLOPES)


3 comentários:

  1. Nem sempre...

    Pois é, nem sempre nossa vida nos dá trégua
    E sequer noites românticas nos oferece
    Usemos, pois, os nossos compasso e régua
    Para medir e calcular se existe messe.

    Nem sempre para todos sopra amena brisa
    Nem, no firmamento alguma estrela brilha
    Porquanto a natureza de nós não precisa
    Cabe-nos escolher a nossa próprias trilha.

    Os ventos favoráveis falham, muitas vezes
    Visto que ignoram qualquer mais basal desejo
    Os ventos não existem pra serem cortezes.

    Podemos, portanto, continuar sem pejo
    Vivendo todas as horas, dias mais meses
    Seguindo como simples manada, o cortejo.

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  2. Lindo soneto, cara amiga Ania. Um abração. Tenhas uma linda tarde.

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  3. A dualidade da vida é isso mesmo, há dias de sol e dias sombrios.
    Maravilhoso soneto.
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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